A seleção das categorias de base do Brasil voltou a subir no pódio neste fim de semana (26 e 27). Na European Cup de Portugal, disputada em Coimbra, o Brasil faturou 17 medalhas, sendo cinco de ouro, quatro de prata e oito de bronze. A equipe segue em Portugal, onde participa até o dia 1º de abril de um treinamento de campo internacional.
As medalhas de ouro vieram com Mike Chibana (55kg), Ruan Silva (+100kg), Águeda Silva (44kg), Fernanda Peinado (63kg) e Talita Morais (78kg). As pratas foram conquistadas por Henrique Miniskowisky (90kg), Bianca Gonçalves (44kg), Jéssica Pereira (52kg) e Camila Nogueira (+78kg). Já os bronzes foram de Gabriel Silva (60kg), Felipe Soares (81kg), Rapahel Warzee (100kg), Márcio Santos (+100kg), Nathália Mercadante (44kg), Alexia Castilhos (52kg), Adriana Souza (70kg) e Istelina Silva (+78kg).
"É gratificante poder ver os atletas sem experiência, se tornarem em judocas focados e competitivos. Este período na Europa é um divisor de águas que pode conduzir o Brasil à várias conquistas significativas", diz o coordenador técnico das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô, Luiz Romariz. "Conduzidos pelo presidente Paulo Wanderley, que com uma visão futurista resgatou o processo que manterá o judô brasileiro sempre em destaque no cenário internacional", completa.
Para ficar com a medalha de ouro, Mike Chibana venceu o belga Gert Maes. No pesado (+100kg) Ruan Silva garantiu o ouro ao vencer na final Jorge Fonseca, que lutou sob a bandeira da Federação Internacional de Judô. Vice-campeã mundial em 2010, Águeda Silva voltou ao pódio com ouro na categoria até 44kg. Na decisão, a atleta bateu a também brasileira Bianca Gonçalves. Fernanda Peinado (63kg), ficou com o ouro na European Cup ao vencer na final a canadense Pinard Beauchemin. No meio-pesado, Talita Morais ficou com a primeira colocação numa disputa de todas contra todas contra atletas da Espanha, Itália e África do Sul.
Henrique Miniskowisky (90kg) ficou com a prata ao ser batido na final pelo belga Dylan Van Nuffel. Na categoria até 52kg, Jéssica Pereira foi vice-campeã após ser superada na decisão pela portuguesa Marta Santos. Já Camila Nogueira (+78kg) perdeu para a italiana Elisa Marchio.
Para garantir o bronze, Gabriel Silva (60kg) venceu o alemão Steffen Hoffmann. No 81kg, Felipe Soares passou pelo espanhol Daniel Gonzalez. Rapahel Warzee (100kg) ficou com a terceira colocação ao bater na disputa o italiano Daniele Polverini. No peso pesado (+100kg), Márcio Santos superou o espanhol Soriano Rojas.
No feminino, Nathália Mercadante (44kg) foi bronze ao vencer a inglesa Loren Harris. No 52kg, Alexia Castilhos superou a italiana Greta Poser na disputa da medalha de bronze. No 70kg, bronze para Adriana Souza, que bateu a portuguesa Lina Antunes. No pesado (+78kg) Istelina Silva ficou com o terceiro lugar ao passar pela espanhola Isabel Marti.
Confira os medalhistas brasileiros na European Cup de Coimbra.
Abaixo é possível fazer o download das chaves completas do evento em PDF.
55kg
Mike Chibana - ouro
60kg
Gabriel Silva - bronze
81kg
Felipe Soares - bronze
90kg
Henrique Miniskowisky - prata
100kg
Raphael Warzee - bronze
+100kg
Ruan Silva - ouro
Mário Santos - bronze
44kg
Águeda Silva - ouro
Bianca Gonçalves - prata
Nathália Mercadante - bronze
52kg
Jéssica Pereira - prata
Alexia Castilhos - bronze
63kg
Fernanda Peinado - ouro
70kg
Adriana Souza - bronze
78kg
Talita Morais - ouro
+78kg
Camila Nogueira - prata
Istelina Silva - bronze
Este e o blog e para todas as meninas que prática esporte e que sobem no tatame não importa a modalidade e defende o seu orgulho de ser menina mesmo com preconceitos e injustiça com nossa escolha e vamos falar de varias modalidade e suas atletas destaques.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Para começo de conversar desta semana iremos falar de judô e de suas atletas destaque!
Jigoro Kano ao idealiza o judô não pensou que a sua obra também poderia ser praticada pelas mulheres.
Como sua irmã mais velha demonstrou um grande interesse em aprender a praticar essa notável modalidade esportiva, pouco a pouco, começou a perceber que as mulheres talvez pudessem ser beneficiadas com a sua prática.
Como sua irmã mais velha demonstrou um grande interesse em aprender a praticar essa notável modalidade esportiva, pouco a pouco, começou a perceber que as mulheres talvez pudessem ser beneficiadas com a sua prática.
Entretanto a falta de experiência recomendava-lhe que tivesse muita prudência.
Começou a ensinar-lhe os fundamentos e alguns golpes mais simples e de fácil execução. Apesar do judô ter sido idealizado em 1882, somente trinta e um anos mais tarde, portanto em 1923, é que o instituto Kodokan inaugurou um departamento experimental de judô feminino. Entretanto, antes disso, algumas mulheres já treinavam as pioneiras eram esposas ou irmãs de alguns assistentes do mestre Jigoro Kano.
Em 1934, começaram a ser ministrados cursos especiais para mulheres judocas pelos mestres Honda e Uzawa.Começou a ensinar-lhe os fundamentos e alguns golpes mais simples e de fácil execução. Apesar do judô ter sido idealizado em 1882, somente trinta e um anos mais tarde, portanto em 1923, é que o instituto Kodokan inaugurou um departamento experimental de judô feminino. Entretanto, antes disso, algumas mulheres já treinavam as pioneiras eram esposas ou irmãs de alguns assistentes do mestre Jigoro Kano.
Estes preservavam o carater não competitivo do judô. Em 1952 o judô da Kodokan contava com mais de trezentas judocas e oficialmente sob que método era praticada ou qual orientação pedagógica nada consta. O que se divulgava, isto sim, era para ingressar no . As aulas eram desenvolvidas no Instituto KodokanInstituto Kodokan, mesmo depois de inaugurado o departamento feminino, uma pretendente judoca deveria provar a seriedade e a sua idoneidade moral. Aliás, com respeito a essa exigência é interessante informar que vem sendo imposta até os nossos dias.
A partir de 1934, o departamento experimental de judô feminino, deixaria de ser experimental já estava completamente organizado e em condições de ministrar cursos realmente especializados de judô feminino. A experiência adquirida depois de onze anos de estudos era suficiente para tal.
A partir de então dois estudiosos do assunto, mestre Honda e Uzawa, foram designados para serem os responsáveis pelos cursos de judô feminino do Instituto Kodokan.
Pouco a pouco o departamento feminino ganhava um número maior de alunas, chegando a contar em março de 1952 com trezentas e oitenta e nove judocas. Alguns anos mais tarde, um cem número de praticantes estavam graduadas. O mais alto grau os escalão conquistado por uma Yudansha (praticante de judô faixa preta), até nossos dias foi o nono grau ou Kyodan.
Jigoro Kano criou, na verdade dois “judôs”. O Judô Kodokan masculino e o feminino. De acordo com o próprio Kano, a arte feminina era a perfeita, pois era mais técnica, sofisticada e englobava muitas coisas além da defesa pessoal. No entanto, a história traiu Kano quando colocou o Judô nas olimpíadas (ele era amigo pessoal do Barão de Colbertin). No início, como as Olímpiadas eram só para homens, o Judô feminino criado por ele simplesmente desapareceu!
No entanto, como nas olimpíadas inicialmente era proibida a presença de mulheres, o sonho de Jigoro de desenvolver uma arte feminina foi por água abaixo –ele abandonou o projeto.
No primeiro campeonato mundial para mulheres estabelecidos em Nova York no ginásio do Madison Square Garden, as categorias eram: Abaixo de 48kg, abaixo de 52kg, abaixo de 61kg, abaixo de 66kg, abaixo de 72kg e acima de 72kg.
Participando destas competições continentais e desde o primeiro campeonato mundial as atletas foram adquirindo experiência para disputarem de forma experimental a Olimpíada de Seul em 1988. Contudo foi só em 1992 na Olimpíada de Barcelona que o judô feminino tornou-se esporte olímpico e elas começaram a partir daí a aparecer com sucesso.
Participando destas competições continentais e desde o primeiro campeonato mundial as atletas foram adquirindo experiência para disputarem de forma experimental a Olimpíada de Seul em 1988. Contudo foi só em 1992 na Olimpíada de Barcelona que o judô feminino tornou-se esporte olímpico e elas começaram a partir daí a aparecer com sucesso.
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