terça-feira, 12 de abril de 2011

Historia do Jiu-jitsu

O jiu-jitsu ou jiu-jítsu, também conhecido pelas grafias jujutsu ou ju-jitsu (em japonês 柔術, transl. , "suavidade", "brandura", e jutsu, "arte", "técnica" [1] (jiu jitsu é a denominação da arte e jiu "jutsu" é a denominação da arte de suave) era uma arte marcial japonesa que utiliza alavancas e pressões para derrubar, dominar e submeter o oponente, tradicionalmente sem usar golpes traumáticos, que não eram muito eficazes no contexto em que a luta foi desenvolvida, porque os samurais (bushi) usavam armaduras.
No Japão, o termo judô foi usado para se diferenciar do antigo ju-jitsu, quando Jigoro Kano desenvolveu um método pedagógico reunindo as técnicas do ju-jitsu. Os ideogramas Kanji japoneses de Ju jitsu, podem receber diferentes pronúncias. O ideograma "jiu" de jiu-jitsu (柔術) e "ju" de judô (柔道), são na verdade o mesmo.
Basicamente no Jiu-Jitsu usa-se a força (própria e, quando possível, do próprio adversário) em alavancas, o que possibilita que um lutador, mesmo sendo menor que o oponente, consiga vencer. No chão, com as técnicas de estrangulamento e pressão sobre articulações, é possível submeter o adversário fazendo-o desistir da luta (competitivamente), ou (em luta real) fazendo-o desmaiar ou quebrando-lhe uma articulação.

História

O Jiu-jitsu era a arte de combate corpo-a-corpo samurai, que com o fim dos samurais na era Meiji, ficou sendo marginalizado. Jigoro kano mestre de jiu-jitsu japones, criou uma pedagogia revolucionaria que ficou conhecida como Kano Jiu-Jitsu que depois por motivos políticos ficou conhecido como judô (uma arte que usa os mesmos principios de combate do antigo jiu-jitsu mas, que ia além disto, estudava também o caminho do homem na sociedade).

Jiu-jitsu no Brasil

Anos depois, na época de expanssão do Kano Jiu-Jitsu, em 1917, Mitsuyo Maeda, também conhecido como conde Koma, foi enviado ao Brasil em missão diplomática com o objetivo de receber os imigrantes japoneses e fixá-los no país.
Sensei da Academia Kodokan de judô, Maeda ensinou Carlos Gracie em virtude da afinidade com seu pai, Gastão Gracie. Carlos por sua vez ensinou a seus demais irmãos, em especial a Hélio Gracie. Maeda ensinou somente o judô de Jigoro Kano a Carlos, e esse o repassou a Hélio, que era o mais franzino dos Gracies, adaptando-o com grande enfoque no Ne-Waza - técnicas de solo do judô, ponto central do jiu-jitsu esportivo brasileiro. Para compensar seu biotipo, a partir dos ensinamentos de Carlos, Hélio aprimorou a parte de solo pelo uso do dispositivo de alavanca, dando-lhe a força extra que o mesmo não dispunha. Em uma recente entrevista, Hélio Gracie afirma que "Carlos lutava judô", que "Não 'existe' mais Jiu-Jitsu no Japão, e que os lutadores de Newaza japoneses que praticam MMA hoje em dia, são essencialmente Judocas" e finalmente que "Criou o Jiu-Jitsu existente hoje.". É certo que o jiu-jitsu tradicional se muito difere do praticado e criado por Hélio e Carlos no Brasil atualme Estilos praticados no Brasil
Ver artigos principais: Jiu-jitsu brasileiro, Morganti ju-jitsu.
  • Jiu-jitsu desportivo conhecido como Jiu-jitsu brasileiro ou Gracie Jiu-Jitsu
  • Morganti Ju-jitsu

Em Portugal

Actualmente ainda se pratica o jujutsu associado aos samurais do antigo Japão. Note-se que no caso dessa arte tradicional as palavras ju (flexibilidade, gentil, suave) e jutsu (arte) são diferentes das jiu-jitsu mais utilizadas para classificar o chamado jiu-jitsu brasileiro, criado pelos irmãos Gracie. Crê-se que essa vertente tenha sido propagada na Europa por Minoru Mochizuki.
No caso do jujutsu tradicional são utilizadas armas como o tanto (faca), o tambo (bastão), o kubotan ou kashinobo (semelhante a uma caneta), a tonfa (utilizada pelas forças policiais), o bo (bastão comprido) e a katana, entre outros.
Tendo a vertente de defesa pessoal, militar ou policial compreende técnicas de batimento, projeção, imobilização, controle, estrangulamento e reanimação, além de poder ser combinado com as técnicas de massagem terapêutica (shiatsu ou seitai).
A maior diferença entre os estilos tradicional e brasileiro talvez seja o uso de diferentes armas (bukiwaza) e também uma menor utilização da luta no chão no jujutsu tradicional, sendo que esse utiliza também técnicas de controle como o hojojutsu. Nessa arte também as graduações são diferentes, além de um maior vínculo aos usos e tradições japonesas. A ligação ao mestre é muito forte e são utilizadas com muita freqüências expressões e nomes japoneses no tocante às técnicas.

 Graduação

Jiu-jitsu Faixas

  • Branca (permanencia mínima de um ano)
  • Amarela (até 15 anos)
  • Laranja (até 15 anos)
  • Verde (até 16 anos)
  • Azul (Varia com o desempenho do atleta, normalmente 1 ano e meio, a 2 anos)
  • Roxa (Varia com o desempenho do atleta, normalmente 2 anos)
  • Marrom (Varia com o desempenho do atleta, normalmente 1 ano e meio )
  • Preta
  • Coral (Vermelho e preto - Mestre)
  • Vermelha (Grande Mestre)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Seleção de base encerra European Cup de Coimbra com 17 medalhas

A seleção das categorias de base do Brasil voltou a subir no pódio neste fim de semana (26 e 27). Na European Cup de Portugal, disputada em Coimbra, o Brasil faturou 17 medalhas, sendo cinco de ouro, quatro de prata e oito de bronze. A equipe segue em Portugal, onde participa até o dia 1º de abril de um treinamento de campo internacional.

As medalhas de ouro vieram com Mike Chibana (55kg), Ruan Silva (+100kg), Águeda Silva (44kg), Fernanda Peinado (63kg) e Talita Morais (78kg). As pratas foram conquistadas por Henrique Miniskowisky (90kg), Bianca Gonçalves (44kg), Jéssica Pereira (52kg) e Camila Nogueira (+78kg). Já os bronzes foram de Gabriel Silva (60kg), Felipe Soares (81kg), Rapahel Warzee (100kg), Márcio Santos (+100kg), Nathália Mercadante (44kg), Alexia Castilhos (52kg), Adriana Souza (70kg) e Istelina Silva (+78kg).

"É gratificante poder ver os atletas sem experiência, se tornarem em judocas focados e competitivos. Este período na Europa é um divisor de águas que pode conduzir o Brasil à várias conquistas significativas", diz o coordenador técnico das categorias de base da Confederação Brasileira de Judô, Luiz Romariz. "Conduzidos pelo presidente Paulo Wanderley, que com uma visão futurista resgatou o processo que manterá o judô brasileiro sempre em destaque no cenário internacional", completa.

Para ficar com a medalha de ouro, Mike Chibana venceu o belga Gert Maes. No pesado (+100kg) Ruan Silva garantiu o ouro ao vencer na final Jorge Fonseca, que lutou sob a bandeira da Federação Internacional de Judô. Vice-campeã mundial em 2010, Águeda Silva voltou ao pódio com ouro na categoria até 44kg. Na decisão, a atleta bateu a também brasileira Bianca Gonçalves. Fernanda Peinado (63kg), ficou com o ouro na European Cup ao vencer na final a canadense Pinard Beauchemin. No meio-pesado, Talita Morais ficou com a primeira colocação numa disputa de todas contra todas contra atletas da Espanha, Itália e África do Sul.

Henrique Miniskowisky (90kg) ficou com a prata ao ser batido na final pelo belga Dylan Van Nuffel. Na categoria até 52kg, Jéssica Pereira foi vice-campeã após ser superada na decisão pela portuguesa Marta Santos. Já Camila Nogueira (+78kg) perdeu para a italiana Elisa Marchio.

Para garantir o bronze, Gabriel Silva (60kg) venceu o alemão Steffen Hoffmann. No 81kg, Felipe Soares passou pelo espanhol Daniel Gonzalez. Rapahel Warzee (100kg) ficou com a terceira colocação ao bater na disputa o italiano Daniele Polverini. No peso pesado (+100kg), Márcio Santos superou o espanhol Soriano Rojas.

No feminino, Nathália Mercadante (44kg) foi bronze ao vencer a inglesa Loren Harris. No 52kg, Alexia Castilhos superou a italiana Greta Poser na disputa da medalha de bronze. No 70kg, bronze para Adriana Souza, que bateu a portuguesa Lina Antunes. No pesado (+78kg) Istelina Silva ficou com o terceiro lugar ao passar pela espanhola Isabel Marti.

Confira os medalhistas brasileiros na European Cup de Coimbra.

Abaixo é possível fazer o download das chaves completas do evento em PDF.

55kg
Mike Chibana - ouro

60kg
Gabriel Silva - bronze

81kg
Felipe Soares - bronze

90kg
Henrique Miniskowisky - prata

100kg
Raphael Warzee - bronze

+100kg
Ruan Silva - ouro
Mário Santos - bronze

44kg
Águeda Silva - ouro
Bianca Gonçalves - prata
Nathália Mercadante - bronze

52kg
Jéssica Pereira - prata
Alexia Castilhos - bronze

63kg
Fernanda Peinado - ouro

70kg
Adriana Souza - bronze

78kg
Talita Morais - ouro

+78kg
Camila Nogueira - prata
Istelina Silva - bronze

Para começo de conversar desta semana iremos falar de judô e de suas atletas destaque!

Jigoro Kano ao idealiza o judô não pensou que a sua obra também poderia ser praticada pelas mulheres.
Como sua irmã mais velha demonstrou um grande interesse em aprender a praticar essa notável modalidade esportiva, pouco a pouco, começou a perceber que as mulheres talvez pudessem ser beneficiadas com a sua prática.

Entretanto a falta de experiência recomendava-lhe que tivesse muita prudência.
Começou a ensinar-lhe os fundamentos e alguns golpes mais simples e de fácil execução. Apesar do judô ter sido idealizado em 1882, somente trinta e um anos mais tarde, portanto em 1923, é que o instituto Kodokan inaugurou um departamento experimental de judô feminino.
Entretanto, antes disso, algumas mulheres já treinavam as pioneiras eram esposas ou irmãs de alguns assistentes do mestre Jigoro Kano.
Em 1934, começaram a ser ministrados cursos especiais para mulheres judocas pelos mestres Honda e Uzawa.
Estes preservavam o carater não competitivo do judô. Em 1952 o judô da Kodokan contava com mais de trezentas judocas
e oficialmente sob que método era praticada ou qual orientação pedagógica nada consta. O que se divulgava, isto sim, era para ingressar no . As aulas eram desenvolvidas no Instituto KodokanInstituto Kodokan, mesmo depois de inaugurado o departamento feminino, uma pretendente judoca deveria provar a seriedade e a sua idoneidade moral. Aliás, com respeito a essa exigência é interessante informar que vem sendo imposta até os nossos dias.
A partir de 1934, o departamento experimental de judô feminino, deixaria de ser experimental já estava completamente organizado e em condições de ministrar cursos realmente especializados de judô feminino. A experiência adquirida depois de onze anos de estudos era suficiente para tal.
A partir de então dois estudiosos do assunto, mestre Honda e Uzawa, foram designados para serem os responsáveis pelos cursos de judô feminino do Instituto Kodokan.
Pouco a pouco o departamento feminino ganhava um número maior de alunas, chegando a contar em março de 1952 com trezentas e oitenta e nove judocas. Alguns anos mais tarde, um cem número de praticantes estavam graduadas. O mais alto grau os escalão conquistado por uma Yudansha (praticante de judô faixa preta), até nossos dias foi o nono grau ou Kyodan.
 
Jigoro Kano criou, na verdade dois “judôs”. O Judô Kodokan masculino e o feminino. De acordo com o próprio Kano, a arte feminina era a perfeita, pois era mais técnica, sofisticada e englobava muitas coisas além da defesa pessoal. No entanto, a história traiu Kano quando colocou o Judô nas olimpíadas (ele era amigo pessoal do Barão de Colbertin). No início, como as Olímpiadas eram só para homens, o Judô feminino criado por ele simplesmente desapareceu!

No entanto, como nas olimpíadas inicialmente era proibida a presença de mulheres, o sonho de Jigoro de desenvolver uma arte feminina foi por água abaixo –ele abandonou o projeto.
Em 1980, o primeiro campeonato mundial de judô para mulheres era estabelecido. O judô feminino estava na cena a sete ou oito anos antes, iniciando sem marcas entre países como na Europa em 1975, nas competições continentais. E foi apenas quando os torneios estavam estabelecidos em todos os continentes que a FIJ (Federação Internacional de Judô) concordou em promover o campeonato mundial para mulheres.
No primeiro campeonato mundial para mulheres estabelecidos em Nova York no ginásio do Madison Square Garden, as categorias eram: Abaixo de 48kg, abaixo de 52kg, abaixo de 61kg, abaixo de 66kg, abaixo de 72kg e acima de 72kg.
Participando destas competições continentais e desde o primeiro campeonato mundial as atletas foram adquirindo experiência para disputarem de forma experimental a Olimpíada de Seul em 1988. Contudo foi só em 1992 na Olimpíada de Barcelona que o judô feminino tornou-se esporte olímpico e elas começaram a partir daí a aparecer com sucesso.